Planejar a aposentadoria do dentista

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Em nossa última conversa aqui no blog falamos dos principais requisitos para o dentista buscar sua aposentadoria especial. Mas quase sempre a maior dúvida dos clientes que nos procuram é saber se estão tomando a melhor decisão. O valor da renda obtida será interessante? A aposentadoria vem no momento certo ou vale a pena esperar um pouco mais? Respondo a essas e outras perguntas com a seguinte recomendação: é preciso planejar a aposentadoria do dentista. Ou seja, fazer o planejamento previdenciário para o dentista.

Não leu nosso artigo sobre a aposentadoria especial do dentista? Tranquilo, ele continua a sua disposição clicando aqui. 

Pois bem! Essa avaliação trata-se de um verdadeiro diagnóstico da situação contributiva do dentista.

Planejar a aposentadoria é indicado tanto para o dentista que se encontre em vias de se aposentar quanto para aquele que ainda precisa de mais tempo a comprovar.

Vou detalhar porque isso é necessário!

Um bom planejamento previdenciário pode traçar ao profissional as melhores diretrizes para uma aposentadoria mais vantajosa. Sendo assim, com menos perdas financeiras, sempre avaliando o custo x benefício.

Tal providência é importante não somente para o dentista que possui mais de um vínculo de emprego ou trabalho. Aqueles que se mantém na mesma atividade e/ou empresa há muitos anos também devem planejar a aposentadoria.

O dentista trabalha tanto que as vezes perde a conta, ou nem mesmo sabe, por quantas mudanças previdenciárias ele já passou. 

Situação esta que se deve por ocasião de tantas alterações legislativas ao longo do tempo. Por isso o dentista necessita avaliar qual o melhor momento para que sua aposentadoria seja viável e mais interessante na sua renda mensal.

Essa avaliação somente deve ser feita após cálculos e projeções de todas as possibilidades de enquadramento legal. Vejamos o que levar em conta para planejar a aposentadoria. 

A questão etária e o tempo de contribuição são fatores primordiais, especialmente por conta do fator previdenciário. O fator previdenciário pode afetar diretamente o resultado da renda mensal da aposentadoria.

De tal sorte, muitas vezes o profissional da odontologia, na ânsia de receber o benefício, acaba por optar de pronto pelo pedido de aposentadoria. Faz isso sem avaliar as consequências de suas perdas financeiras.

Escrevemos um artigo imperdível sobre a aposentadoria especial dos  médicos. Confira o que eles descobriram! 

Para aquele dentista detentor de mais de um vínculo, há que se entender que em todos estes, deve haver a contribuição previdenciária que é obrigatória, de acordo com a legislação pátria.

No sistema privado gerenciado pelo INSS, o empregado de determinado vínculo tem o valor da sua contribuição devidamente descontado de sua folha de salários. Caso este mesmo trabalhador tenha outros vínculos como empregado, ou ainda, na condição de contribuinte individual (profissional liberal) pelo seu trabalho, em tese, também deverá contribuir.

Mas por quê em tese?

Porque a contribuição de todo contribuinte ao INSS deverá corresponder ao máximo do teto previdenciário correspondente a cada ano.

Ou seja, para o ano de 2019, o teto da Previdência Social é de R$ 5.839,45(cinco mil, oitocentos e trinta e nove reais e quarenta e cinco centavos). Sendo assim, se já houve a contribuição pelo teto em algum dos vínculos, o profissional não precisará fazer a contribuição dos demais vínculos, no regime geral, sob pena de estar contribuindo a maior, podendo, inclusive, pedir a restituição, caso já tenha efetuado o pagamento.

Ademais, o planejamento previdenciário também pode direcionar o dentista para eventuais períodos sem contribuição previdenciário. Isso é feito observando aqueles que poderiam e deveriam ser averbados, entre outras tantas possibilidades.

A reforma da previdência também traz novas regras para o professor.  Leia aqui.

A questão da conversão de tempo especial em tempo comum é de grande ajuda para que o tempo da contribuição fique aumentado. O uso do tempo especial possibilita a conquista de uma aposentadoria mais vantajosa. Por isso dizemos que planejar a aposentadoria sempre leva a melhores resultados!

Confira aqui o que os enfermeiros e técnicos de saúde estão descobrindo sobre a aposentadoria especial!

Explico melhor essa questão da utilização do tempo especial! Você vai descobrir como é fácil.

Suponhamos que o dentista tenha deixado a atividade com exposição direta aos agentes nocivos que se deu por 10 anos, e passado a trabalhar em âmbito administrativo. Ou seja, por 10 anos ele trabalhou em condições que se aplicam ao tempo especial. Mas nos últimos 20 anos esse profissional passou a fazer auditorias em hospitais.

Neste caso, não há como buscar uma aposentadoria especial, pois o tempo deveria ser de 25 anos somente em atividade nociva. Porém a aposentadoria por tempo de contribuição é devida.

Muitas vezes o dentista servidor público tem direito a complementação da aposentadoria. Descubra se esse é o seu caso clicando aqui. 

Se o caso acima for de um dentista homem, o tempo de 10 anos em atividade de exposição poderá ser convertido e aumentado em 40%, passando a contar 14 anos na sua vida contributiva. Esses 14 anos, somados aos 20 anos de tempo comum, chegam a 34 anos de contribuição.

Nesta situação, o dentista poderá aguardar apenas 1 ano de contribuição para sua tão sonhada aposentadoria. Lembrando que para esta situação não há limite etário. Porém, conforme a idade, poderá haver interferência do fator previdenciário, reduzindo a renda mensal.

Essa é uma providência que deve ser buscada o mais breve possível, já que a PEC 06/2019, que propõe uma Nova Previdência, extingue essa possibilidade, devendo o dentista que se ache nesta problemática mobilizar sua atenção para este fato.

Sempre importante lembrar que cada caso deverá ser analisado separadamente.  Para isso é preciso planejar a aposentadoria, de acordo com as peculiaridades da vida contributiva e laboral do trabalhador.

Neste caso, a busca por um profissional do Direito habilitado e capacitado na área é de fundamental importância.

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