Quem cuida da saúde do médico?

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Olá amigo(a) médico (a). Hoje quero falar amorosamente com você, responsável por cuidar da vida de tantos. É muito justo que a sociedade valorize e respeite você que lida com a vida e o nosso bem estar. Mas quem cuida da saúde do médico?

Sabemos que o médico é um dos profissionais mais admirados e respeitados no meio social.

A dedicação desse profissional está intimamente ligada ao estado emocional de seus pacientes. Inegavelmente, é até comum notar que o paciente costuma “melhorar” apenas pelo fato de ter sido atendido pelo seu médico ou médica.

Contudo, é também nítido notar que os profissionais dessa área estão cada vez mais adoecidos. A saúde do médico está em risco por diversos tipos de enfermidades, especialmente as psiquiátricas, como ansiedade e depressão.

Não podemos esquecer que esse profissional, por vezes um herói aos olhos do paciente, é um ser humano com suas fragilidades. E de onde vêm as maiores ameaças a saúde do médico?

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O trabalho excessivo é parte da rotina dos profissionais de medicina. Mas nem só a jornada exaustiva desequilibra a saúde do médico. O ambiente hospitalar, o contato constante com doenças contagiosas, o próprio estado psíquico dos pacientes, e para piorar, as péssimas condições de estrutura do sistema de saúde pública agravam a saúde do médico. 

Não por acaso, uma das doenças mais comuns é a Síndrome de Burnout. Esse distúrbio psíquico caracterizado por tensão emocional provocado por condições de trabalho desgastantes.

Todas essas doenças somadas, ou isoladas, podem chegar ao nível máximo. Às vezes, gerando ideações suicidas, e, em alguns casos, a consolidação do próprio ato.

Não obstante, é fácil observar também que o próprio médico reluta em fazer essa auto avaliação. Segue adiando a ideia de que também precisa de cuidados. O automatismo da profissão, a rotina desgastante, e o compromisso com o trabalho impedem que o profissional adoecido procure outro colega para ser diagnosticado, e consequentemente, tomar a medicação adequada.

O desafio da profissão o impede de observar a si mesmo!

Nesse sentido, nosso alerta é para que o(a) médico(a) permita-se a buscar ajuda e orientação de saúde adequada para seu caso, já que também requer seus cuidados e atenção medicinal.

Igualmente, a fim de que possa restabelecer sua saúde, o médico deve se respaldar de seus direitos previdenciários. Trataremos disso logo adiante.

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Recentemente as pesquisas observaram que tal situação vem acometendo, inclusive, os estudantes de medicina, especialmente dos últimos anos.  Sobretudo porque o contato com a prática fica mais evidente.

O perfil do aluno de medicina com maior risco de suicídio, de acordo com pesquisas, se dá em alunos com determinadas características. Entre elas, melhor desempenho escolar, pessoas mais exigentes, mais propensas a sofrer pressões e pouca tolerância a falhas e medo de errar.

O ano de 2017 indicou um número absurdo de casos de suicídios entre estudantes e profissionais da medicina. E certamente despertou a atenção da mídia para o fato. Esse gravame gerou um movimento, o #EstamosJuntos, difundido em várias faculdades de medicina, especialmente na Grande São Paulo.

É necessário falar sobre a angustia e as dificuldades em lidar com o assunto pelo profissional médico, a questão é um problema de saúde pública e deve ser vista com projetos de prevenção.

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Mas a saúde do médico é também uma preocupação que deve ser observada do ponto de vista previdenciário.

Existem inúmeras medidas de prevenção. Entre elas a psicologia, atividades práticas como meditação e mindfulness. Esse conjunto ajuda no controle do humor e no reconhecimento precoce dos sintomas, que. Tudo isso contribuindo para resultados eficazes na promoção da saúde do médico.

Nesses casos, é indispensável o afastamento das atividades pelo médico ou do estudante para eficaz tratamento.

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O direito previdenciário, sendo o direito do cuidado, possui um benefício específico para isso chamado auxílio-doença. Esse benefício serve para cobrir casos de incapacidades temporárias, acima de 15 dias, do profissional que necessita de uma pausa na sua atividade habitual para tratamento de sua doença.

O pedido administrativo carece de uma perícia realizada por um médico do pelo INSS, ou do serviço público que se vincula o médico a ser afastado.

Tudo pode ser feito pela internet ou pelo canal 135 do próprio INSS. Basta apresentar uma declaração médica indicando a necessidade do afastamento e demonstrando a qualidade de segurado. Para isso deve ter a contribuição mínima de 12 meses. Dessa forma o médico fará jus ao auxílio-doença pelo período determinado.

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Esse período pode ser muito importante para a saúde emocional do médico. Com intuito de fazer  a pausa necessária, com o tratamento correto e a medicação, se indicada, poderá retornar ao seu trabalho, ainda melhor e mais disposto a desenvolve-lo, contudo, sem o risco de prejudicar a si mesmo, com o excesso de carga laboral.

Como sempre ressaltamos é importante que o médico busque orientações de um profissional especializado antes de qualquer medida, a fim de ter êxito no resultado.

Amig@ médic@, CUIDE-SE!

Até o próximo papo!

Abraço afetuoso.

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